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Câncer de Mama e Dermatofuncional: superação e recuperação da autoestima

  • 28 de out. de 2017
  • 2 min de leitura

“No primeiro momento foi um susto enorme, porque eu não tinha absolutamente nada, minha saúde era de ferro, nenhum sintoma, nada. Mas eu precisei aceitar, porque eu queria me livrar desse problema. Fiz a biópsia e já mandamos para análise e o resultado foi maligno mesmo. Uns dez dias depois já estava fazendo a cirurgia”. O depoimento é da especialista em estética, Priscila Mendonça, que aos 31 anos, casada e mãe de uma menininha, recebeu o diagnóstico de carcinoma invasivo, um tipo de câncer de mama.

Com a notícia, ela conta que só conseguia pensar na filha, na época com seis anos de idade. “Eu só pensava em ficar boa para cuidar dela, viver os momentos com ela, então eu não lembrava nada que pudesse me deixar pra baixo”. Priscila fez a mastectomia radical, a remoção da mama, que inclui a parte acima dos músculos peitorais e alguns linfonodos da axila. “Não me preocupei em nenhum momento com isso, porque sabia que isso iria passar, o que não passava era a vontade de ficar boa e estar presente na criação da minha filha”.

Tratamentos

Além da cirurgia, vieram as sessões de quimioterapia vermelha, que tem esta denominação em referência a coloração avermelhada que os medicamentos utilizados nela ganham, após a diluição. Os efeitos colaterais dela incluem a temida queda dos cabelos. Na sequência vieram as sessões de quimio branca, e as consequências do tratamento: reação alérgica, alterações nas unhas, dores musculares, formigamento de mãos e pés, diminuição das células do sangue e também queda de cabelo. O tratamento incluiu 28 sessões de radioterapia. Priscila fez ainda o procedimento para retirada dos ovários e a ´limpeza´ da outra mama, após ser confirmada a presença de um nódulo benigno. “Tudo que estava ao meu alcance eu fiz pra poder não ter a recidiva”.

Priscila passou ainda por uma quarta cirurgia, para reconstrução da mama mastectomizada. Cinco anos depois, a esteticista continua fazendo uso de um medicamento que tem a função de controlar a produção hormonal do organismo. Serão pelo menos mais cinco anos fazendo este tratamento.

Dermatofuncional

Por trabalhar com estética, Priscila já conhecia os benefícios e as possibilidades oferecidas pela dermatofuncional.

Foi desenvolvido um tratamento especifico, pois para cada paciente é feito um estudo e uma análise. Para Priscila foram indicadas massagens e drenagem linfática. Como a paciente passou por um ‘esvaziamento axilar’ que é a retirada completa de todos os linfonodos da região dos seios por ter um dos gânglios linfáticos comprometidos, pode haver limitação motora e alterações de sensibilidade do braço. Outra complicação é o linfedema, acúmulo de líquido nos braços ou nas pernas devido ao bloqueio do sistema linfático, por isso a drenagem linfática é o tratamento mais indicado a pacientes de câncer de mama. Essa massagem auxilia na redução do inchaço do braço após a cirurgia, geralmente é recomendada como parte do tratamento médico. “Em meio a todos os tratamentos que precisei, a dermatofuncional foi muito importante pra mim, me ajudou a não ter essas limitações motoras e os inchaços. Hoje o único tratamento que realizo é a drenagem linfática e o uso do medicamento Anastrozol. A representação da dermatofuncional na minha vida é que além de tudo, me ajudou na autoestima, contribui pra uma vida melhor”, finaliza Priscila Mendonça.

 
 
 

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autora do blog

Meu nome é Daiane Aparecida da Silva sou de São João da Boa Vista interior de São Paulo. Este blog é meu TCC – Trabalho de Conclusão de Curso de Jornalismo, do Centro Universitário das Faculdades Associadas de Ensino – Unifae, de São João da Boa Vista/SP.

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